
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) instaurou uma Tomada de Contas Especial para apurar um possível dano de R$ 6,24 milhões aos cofres públicos em contratos firmados entre a Prefeitura de Paranaguá e a empresa AGP Saúde.
A investigação coloca novamente sob os holofotes a gestão do ex-prefeito Marcelo Roque. E os números são expressivos: R$ 5,64 milhões são recursos do próprio município, enquanto outros R$ 601 mil têm origem em repasses estaduais.
Os recursos federais identificados durante a auditoria foram encaminhados para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
A decisão que formalizou a Tomada de Contas foi emitida em 11 de agosto de 2026, após a auditoria apontar uma série de possíveis irregularidades nos contratos.
Entre os problemas identificados estão indícios de sobrepreço nos valores cobrados pelos serviços, falta de comprovação individualizada dos atendimentos realizados, irregularidades relacionadas à vigilância sanitária e falhas na fiscalização dos contratos.
Diante da gravidade dos apontamentos, o processo foi encaminhado também ao Ministério Público do Paraná (MPPR), ao TCU e à Câmara Municipal de Paranaguá, onde o caso já é alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI).
Agora, a pergunta que precisa ser respondida é simples: como contratos envolvendo milhões de reais na Saúde chegaram a apresentar tantas irregularidades?
A Tomada de Contas Especial não representa, por si só, uma condenação, mas abre caminho para a identificação dos responsáveis e para uma eventual determinação de ressarcimento aos cofres públicos, caso o dano seja confirmado.
Mais de R$ 6 milhões estão sob investigação. E Paranaguá espera respostas.
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