
[Errata] Nossa equipe de reportagem havia apurado o nome José Carlos Martins da Silva Filho como envolvido, porém cometemos um equívoco conforme informação recebida pelo próprio José Carlos, nos explicando que se trata de Jose Ferreira de Lima que também é superintente.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro. O ex-secretário foi localizado e preso em um condomínio no Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Civil fluminense.
Por determinação da Justiça, além do vice-prefeito, também foi afastado do cargo o superintendente municipal de Obras e Projetos, Jose Ferreira de Lima. Ambos estão proibidos de acessar repartições públicas municipais e de manter contato com testemunhas ou demais investigados durante o andamento do processo.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema investigado envolveria o pagamento de propinas por empresas contratadas pelo poder público a agentes públicos. Para ocultar a origem do dinheiro, os valores teriam sido movimentados por meio de contas bancárias de familiares e pessoas utilizadas como "laranjas", em um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro.
As apurações revelam que o volume financeiro sob investigação ultrapassa R$ 100 milhões. Desse total, R$ 43,9 milhões estariam diretamente relacionados ao núcleo principal dos investigados, reforçando a dimensão do suposto esquema criminoso.
A primeira fase da Operação Horímetro foi realizada em 1º de abril de 2026. Com os novos mandados cumpridos nesta etapa, a força-tarefa soma seis medidas judiciais executadas. Todo o material apreendido será submetido à perícia, enquanto as investigações continuam sob sigilo judicial.
A Polícia Civil destaca que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão dos supostos desvios de recursos públicos.
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