
Ucrânia divulga oportunidades em português, mirando voluntários brasileiros interessados em atuar no conflito contra a Rússia.
Para aumentar o número de combatentes, o governo ucraniano reajustou pagamentos e reformulou contratos, priorizando vagas para unidades de infantaria e tropas de assalto, consideradas as mais expostas aos confrontos.
Em missões de maior risco, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 53 mil por mês. No entanto, esse valor corresponde ao teto pago a militares que permanecem efetivamente na linha de frente. Em funções de apoio ou longe das áreas de combate, os salários são significativamente menores.
Brasileiros já integram diferentes unidades do Exército ucraniano, incluindo grupos de recrutamento e equipes compostas por militares que falam português. Muitos viajam em busca de melhores condições financeiras, experiência militar ou de uma nova oportunidade de vida, mas acabam enfrentando uma realidade marcada por ataques de drones, bombardeios de artilharia, trincheiras e confrontos constantes.
Segundo dados citados pelo Itamaraty, desde o início da guerra já foram registrados 35 brasileiros mortos e 92 desaparecidos. Além dos riscos do conflito, muitos contratos possuem longa duração e limitam a possibilidade de desligamento antes do cumprimento de um período mínimo de serviço.
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