
As buscas por João Gabriel começaram logo após o desaparecimento da criança ser comunicado às autoridades. No início, as equipes concentraram os trabalhos em um raio de cerca de 300 metros da residência da família. Com o passar das horas, a área de busca foi ampliada para aproximadamente um quilômetro.
O trabalho é considerado difícil devido às características da região, formada por áreas agrícolas, vegetação densa, mata fechada e diversos tanques e açudes.
Nesta segunda-feira (27), equipes do Grupo de Operações e Socorro Tático (GOST) realizaram buscas em nove tanques de água localizados na propriedade da família. Utilizando um equipamento semelhante a um sonar, que permite visualizar o fundo dos reservatórios, os bombeiros não encontraram nenhum vestígio da criança. Com isso, a hipótese de afogamento começa a perder força.
Paralelamente às buscas, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) instaurou um inquérito para investigar o caso. Os celulares dos pais de João Gabriel foram apreendidos, e ambos prestaram depoimentos separadamente. Eles informaram à polícia que participaram de uma festa na noite de sábado (25), onde consumiram bebidas alcoólicas.
A operação já dura mais de 24 horas e reúne mais de 100 profissionais e voluntários. Participam das buscas equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil (TIGRE), Polícia Militar, Guarda Municipal e voluntários. A força-tarefa utiliza drones com câmera térmica, cães farejadores, mergulhadores, 10 viaturas e duas aeronaves: o helicóptero Arcanjo 01, do Corpo de Bombeiros, e o Falcão 08, da Polícia Militar.
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